Entre uma população pacata e uma juventude atuante, ousada, mobilizada e com certa dose de revolta, eu fico com a segunda. Sem atrito não há energia que revigora, sem atrito as soluções não são verdadeiras soluções e sim meras continuações ou imposições, mesmo que disfarçadas em democracia. Sem atrito não surgem as ideias que podem transformar e inovar. Sem atrito sincero, humilde e comprometido não é possível que ideias consistentes e aprofundadas possam aparecer.
Cabe apenas aprender a ser atuante, a ser ousada, a ser revoltada na medida da necessidade, e somente a experiência poderá dar a vocês, a todos nós, a mão certa, o toque de Midas nesta empreitada, sem excessos quando estes forem desnecessários, mas também sem inação, sem demagogias, sem catequeses, sem imposições... Um movimento político, um movimento social, mas acima de tudo, sempre, um movimento humano, com, e pela, dignidade humana.

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