Nenhum lugar é o meu lugar, sou um eterno caminhante, os caminhos são os meus lugares. Os destinos são meros pontos de passagem para novos caminhos. Posso até escolher atalhos, mas serão atalhos apenas para novos caminhos, de passagem por muitos lugares que não são meus e por caminhos que são a forma como realizo meu viver. Meu destino é viver, e a realização do viver é o meu lugar, e este lugar não existe enquanto destino, e sim enquanto caminho. Os destinos, quando muito, servem para encontrar novas perspectivas de ver as coisas, nunca como substitutos, mas sim como novos paradigmas a serem analisados, estudados e racionalizados.
O meu lugar, pode ser em qualquer lugar, desde que este lugar seja apenas mais um de passagem para um novo caminhar. Enquanto vivo, não posso parar de caminhar, pois que parar é o próprio morrer. Enquanto morto, não mais caminho, mas não mais existo para nada, inclusive para caminhar, assim só me resta realizar a caminhada do meu viver, horas sofrida, horas alegre, mas sempre caminhando, em plena transformação do que já fui e do que sou. Uma vez que caminhar é muito mais que o meu destino, é o porque e o como posso viver, é uma obrigação do próprio viver, busco caminhar com empatia, pelo menos busco caminhar para a empatia, na busca sincera de minha transformação mental por um ser mais verdadeiro, digno, sensível, social e humano.

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